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NOTÍCIAS DE INTERESSE PÚBLICO

Economizar água é a principal ação do brasileiro para conservar o meio ambiente

YAHOO (SP) • ECONOMIA • 7/5/2012 • Meio Ambiente • 11:00:00

SÃO PAULO – Entre as principais ações de preservação do meio ambiente adotada pelos Brasileiros, evitar o desperdício de água é a mais praticada, segundo revela pesquisa do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), realizada a pedido da CNI (Confederação nacional da Indústria).

As ações mais praticadas pelos Brasileiros, em sua maioria, estão relacionadas à contenção de custos pessoais.

A segunda atitude mais praticada por 61% dos entrevistados é não jogar lixo nas ruas. Em seguida, aparecem economizar energia (58%), separar o lixo (37%) e plantar árvores (21%).

Ações menos praticadas

Dar preferência a produtos verdes e comprar mercadorias com embalagem recicláveis foram atitudes citadas por apenas 7% dos entrevistados.

Ainda entre as atitudes menos citadas pelos consumidores, estão deixar de comparar produtos que afetem o meio ambiente e (6%),contribuir financeiramente com entidades de proteção ou atuar como voluntário (ambos com 3%).

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Presidente da AERP participa de Seminário que vai debater com Ministro Paulo Bernardo as novas regras da radiodifusão

PARANÁ-ONLINE (PR) • ÚLTIMAS NOTÍCIAS • 7/5/2012 • TELECOMUNICAÇÕES

O presidente da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP), Márcio Villela, é um dos convidados para se reunir com o ministro Paulo Bernardo e debater o novo papel do Ministério das Comunicações e da Agência nacional de telecomunicações (Anatel) na regulação do setor de rádio e televisão no Brasil. O seminário organizado para esse encontro com o ministro será realizado no Mabu Hotel, em Curitiba, na próxima segunda-feira, dia 7 de maio. A reunião contará também com a participação do presidente da Anatel (Agência nacional de telecomunicações), João Batista de Rezende, e do conselheiro da Associação nacional de Emissoras de Rádio e Televisão, Daniel Slaviero. Para Villela, a importância do evento está nos esclarecimentos que serão prestados sobre a regulação do setor, a fiscalização e o andamento dos processos de interesse dos radiodifusores. "No encontro com o ministro vamos tirar as dúvidas que podem surgir na prática e isto certamente trará mais segurança jurídica para as emissoras", afirma.

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Mundo trava guerra pelo controle da web

O GLOBO (RJ) • ECONOMIA • 7/5/2012 • TELECOMUNICAÇÕES

Após 24 anos, órgão global revisará tratado sobre telecomunicações, acirrando divergências entre governos, empresas e sociedade

A Terceira Guerra Mundial pode já estar sendo travada, sem que nos demos conta. E para esta luta, nada tradicional, não é necessária nenhuma das 19.500 ogivas nucleares hoje existentes no mundo. O objetivo não é territorial ou industrial, mas virtual (embora continue econômico): controlar os destinos da internet, o maior meio de comunicação já inventado pelo homem. Sem ela, não é mais possível conceber a vida em sociedade – quase um terço da população do planeta usa a rede: são 2,2 bilhões de pessoas, sendo que 901 milhões já estão no Facebook, mais de 1 bilhão de buscas por dias são feitas no Google e mais de 2 bilhões de vídeos são vistos diariamente no YouTube. O comércio eletrônico na rede deverá faturar mais de US$ 1,4 trilhão em 2015, projeta a divisão de pesquisa em economia da Cisco, e analistas americanos preveem para este ano uma receita global de US$ 1,5 trilhão da Indústria de dispositivos móveis, com mais de 6 bilhões de aparelhos.

Na guerra por controlar essa massa de gente conectada e as informações que trafegam no ambiente on-line, de um lado, estão os governos e a Indústria tradicional, que almejam o retorno ao status quo e desejam preservar seus direitos e a soberania das nações. Do outro lado, estão empresas de internet, parte da sociedade civil, entidades como a Electronic Frontier Foundation, e os hacktivistas, que pregam a liberdade na internet.

Mas há uma terceira facção, que um recente artigo na "Vanity Fair" chamou de adeptos do Caos Organizado, que lutam para alcançar um equilíbrio entre os dois lados e preservar a estrutura da internet respeitando ao mesmo tempo a segurança institucional e empresarial, mas garantindo a privacidade e o livre ir e vir dos internautas. O próprio pai da internet, Vint Cerf, está otimista quanto a um equilíbrio, conforme contou ao GLOBO.

Fronteiras não são geográficas

Um momento chave desta guerra vai acontecer em dezembro deste ano, com a reunião da União Internacional de telecomunicações (UIT) em Dubai, onde 193 países discutirão a revisão de um tratado da ONU sobre a Regulação Internacional de telecomunicações. Teme-se que este tratado, que regula o uso de redes de televisão, rádio e telefonia, seja estendido à internet e ponha ainda mais lenha na fogueira da luta pelo controle da grande rede.

- A internet, desde o começo, sempre foi multissetorial, e no Brasil acertamos ao defini-la como um serviço de valor agregado, colocado sobre as telecomunicações – diz Demi Getschko, presidente do Núcleo de Informação e Coordenação (NIC.br) do Comitê Gestor da Internet Brasileira, um dos pais da grande rede no país. – Essa visão mantém a internet aberta a novos aplicativos e a inovações, e é esse o espírito da rede. Com uma regulação mínima, ela permite essa evolução. É diferente das telecomunicações, que exigem regulação para o uso de fibra óptica, de espectro etc.

Para Getschko, a questão do conflito pelo controle da rede resulta em parte do fato de determinados países insistirem em manter sua soberania sobre ela, quando se trata de uma rede onde as "fronteiras são difusas e não geográficas".

- A boa lei é aquela que procura respeitar a natureza da internet e não tentar resolver problemas localizados – sentencia.

Um exemplo foi a tentativa recente dos legisladores americanos de aprovar os projetos Sopa e Pipa para controlar com mão de ferro a rede, algo que foi recebido com protestos da comunidade on-line e por empresas como Google, Yahoo! e Facebook.

O principal órgão de governança da internet hoje é a Icann, entidade que cuida dos nomes de domínio (endereços) da rede, e, segundo Carlos Affonso, coordenador-adjunto do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas, procura manter o multissetorialismo da internet.

- Por ser uma estrutura globalmente compartilhada, a internet precisa atender a todos os lados, e a Icann procura equilibrar os interesses de governos, iniciativa privada, sociedade civil e academia/comunidade técnica – explica Affonso. – Esses grupos devem discutir o futuro da rede em pé de igualdade. Nessa tarefa, a Icann é ajudada pelo Internet Governance Forum, entidade que não tem poder decisório, mas pode fazer recomendações quanto a futuras decisões sobre a grande rede.

De acordo com Affonso e Getschko, com as crescentes tensões envolvendo soberania, privacidade e segurança, teme-se que, na revisão do tratado sobre regulação internacional de telecomunicações, a UIT estenda ou insira alguma regra envolvendo a internet, o que quebraria o equilíbrio precário que a comunidade internacional vem a duras penas mantendo desde que a rede se tornou acessível a todo o mundo, em meados dos anos 1990.

- Isso é preocupante, porque, no caso da UIT, a balança pende em favor dos governos, que passariam a deter o poder de decisão – diz Affonso.

O secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, afirma no site do órgão que a revisão das regulações de telecom é um dos grandes desafios deste ano. "O mundo mudou muito desde a última revisão em 1988. Vimos uma explosão nas comunicações móveis e na internet, e há mais entidades em operação no mundo como resultado da desregulamentação. Assim, precisamos achar um meio de gerenciar a evolução do tratado, e, por exemplo, resolver os problemas de segurança nesse quadro", diz Touré. Ele admitiu recentemente na rede que a UIT quer dar "apenas" um "leve toque" nas operações da internet.

Segurança é ponto chave

Segurança é, quase sempre, um dos argumentos de governos e entidades corporativas para fazer lobby a favor do fim do anonimato na internet. Mas Vint Cerf, um dos pais da web ao lado de Robert Kahn, alerta para o perigo desse tipo de ideia. "Quando vejo senadores e deputados nos EUA reclamando do anonimato, lembro que eles deviam ler mais a história do próprio país. Os tratados anônimos que criticavam o governo britânico tiveram muito a ver com a Revolução Americana no século XVIII, que levou à independência. Será que eles não tiveram aula de moral e cívica?", comentou Cerf na rede. Entretanto, o homem que tudo começou é, no fundo, um otimista.

- No fim das contas, algum tipo de equilíbrio será alcançado – afirmou Cerf ao GLOBO por e-mail. – A internet é uma entidade dinâmica e continua a evoluir e mudar. Hoje mais pessoas têm, mais do que nunca, acesso aos poderes da rede. A noção de Estado e a ideia de soberania nacional terão que se adaptar com o tempo.

Para Cerf, no futuro, o contrato social que fizermos como cidadãos de um determinado país terá componentes globais reconhecidos e garantidos, numa linguagem que irá além da utilizada pela clássica Declaração de Direitos Humanos da ONU.

- A internet expõe abusos e possibilita ações coordenadas. Ela terá seu papel na busca de um ponto de equilíbrio diferente do que experimentamos no passado.

Vincent Cerf, um dos criadores da internet
Demi Getschko, do Comitê Gestor da Internet Brasileira 

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Reflexos da economia verde

O GLOBO (RJ) • OPINIÃO • 7/5/2012 • ENERGIA

Há contradição entre economia verde e desenvolvimento sustentável? Trata-se de iniciativa neoliberal para cooptar utopias planetárias? Há indícios para suspeição: empresas predatórias com matérias-primas, energia, água, emissões de carbono, mas que adotam medidas cosméticas, abatem emissões; pintam de verde a fachada do modelo predatório. Outra suspeição: a economia verde converteria em mercadoria água, saúde, a vida, as colocando no pregão da Bolsa, substituindo ação social, ciência, práticas ambientais por mecanismos de mercado.

A economia verde constitui conjunto de medidas econômicas, financeiras, creditícias, tributárias, tecnológicas, sociais, regionais, que viabilizam o desenvolvimento sustentável, gerando empregos e inclusão com menos desperdício e emissões de carbono. Vejamos exemplos:

A energia eólica no Brasil era 0,2% da matriz energética. A Carta dos Ventos de 2009 elencou 12 medidas para viabilizá-la. Retiramos o IPI de turbinas, torres e hélices; garantimos leilões anuais. Desde então quintuplicaram os investimentos, o preço caiu 60% viabilizando esta fonte renovável.

A água era tida como infinita e gratuita, poluída e desperdiçada. Com a cobrança da Taxa de Recursos Hídricos e a destinação do recurso aos Comitês de Bacia, Indústrias adotaram o reúso da água; Comitês aplicaram em saneamento e pagamento para agricultores plantarem matas ciliares, garantindo mais água.

A lei do ICMS Verde-RJ não aumentou imposto; distribuiu mais recursos aos municípios que implantaram parques, fecharam lixões, ampliaram coleta seletiva, trataram esgoto. Em três anos dobrou a área protegida dos municípios e eliminamos 70% dos lixões.

O Decreto de Compras e Construções Sustentáveis obriga órgãos públicos a adquirir equipamentos eficientes, materiais de construção recicláveis, captar água da chuva, usar asfalto-borracha, placas solares. Com escala, viabilizam-se alternativas.

Parques com pesquisa científica, festivais culturais e gastronômicos protegem a biodiversidade criando empregos verdes em pousadas, restaurantes, ecoturismo.

Há que estabelecer sistema de contabilidade verde que inclua a depreciação de florestas e solos, que mesure os tempos livres, a qualidade de vida, do ar. Destruição de espécies, engarrafamentos e internações hospitalares hoje aumentam o PIB.

Os desafios ambientais e climáticos estão longe de ser equacionados às vésperas da Rio+20. A crise europeia revela o caos financeiro e desvia recursos das tecnologias limpas nos países em desenvolvimento. A economia verde não substitui mudanças de padrão de produção e consumo, mas direciona a economia real à sustentabilidade, ao combate às desigualdades sociais e regionais, ao desperdício e às emissões de carbono que aumentam a febre da Terra. Elegê-la como grande vilã é um equívoco. Considerá-la a salvação do planeta, outro.

CARLOS MINC é secretário de Ambiente do Estado do Rio e foi ministro do meio ambiente (2008-2010). 

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Com edital publicado, começa a corrida pelo 4G

JORNAL DE LONDRINA (PR) • ECONOMIA • 7/5/2012 • TELECOMUNICAÇÕES • 00:09:00

Operadoras terão até junho para elaborar suas propostas; entenda o que muda com a adoção da quarta geração de telefonia

Começou a corrida pelo 4G no Brasil. A Agência nacional de telecomunicações (Anatel) publicou no fim de abril o edital para a licitação da rede de internet móvel da chamada quarta geração da telefonia (4G) que é até dez vezes mais rápida do que as tecnologias 3G usadas em smartphones e tablets hoje. As operadoras de celular terão até a primeira semana de junho para elaborar propostas para o leilão e, caso vençam, precisarão cumprir exigências para construir a infraestrutura necessária no prazo exigido. O plano é que tudo esteja funcionando até abril de 2013, dois meses antes da Copa das Confederações.

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Rio+20 inspira alunos a debater o meio ambiente

GAZETA DO POVO (PR) • VIDA E CIDADANIA • 7/5/2012 • MEIO AMBIENTE

Escolas e universidades do Rio promovem atividades e eventos em preparação à conferência da ONU sobre sustentabilidade, que acontece em junho

O espírito da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, está se espalhando pelas escolas e universidades. Nunca se falou tanto sobre ecologia nas salas de aula. O câmpus da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio, por exemplo, vai sediar mesas de discussões que, organizadas com a ajuda de professores e estudantes, terão a presença de cientistas e autoridades de diferentes países. Já a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) está promovendo um concurso de curtas-metragens ambientais. E as 14 escolas, públicas e privadas, do bairro da Gávea, na Zona Sul, criaram um fórum ambiental e vêm realizando encontros visando à sustentabilidade local.

Todos esses trabalhos são motivados pelo megaevento que acontece de 13 a 21 de junho. Batizado de “Como será verde o meu vale nos próximos 20 anos?”, o fórum de escolas da Gávea tem o objetivo de envolver os estudantes com os temas da Rio+20. A proposta é discutir como alunos e professores podem fazer do bairro um lugar mais ecologicamente correto. “Será muito interessante ver o debate entre estudantes de instituições públicas e privadas para pensar os problemas e possíveis soluções”, comenta a diretora do Colégio Teresiano, Glória Fátima do Nascimento.

No Teresiano, os alunos estão colocando as mãos na massa. Eles fizeram uma excursão ao Parque da Cidade para identificar seus problemas. A ideia, agora, é criar propostas para levar às autoridades públicas. “Há poucas lixeiras no parque. Vimos embalagens deixadas embaixo de árvores que, depois das chuvas, podem se tornar foco de dengue”, diz Ana Luísa Neves, de 10 anos.

No Colégio pH, que já tem coleta seletiva em todas as unidades, o assunto Rio+20 será integrado numa gincana. Em uma das provas, os estudantes montarão objetos utilizando garrafas PET, latinhas de alumínio e outros materiais descartados. Já no Colégio Notre Dame, em Ipanema, alunos de 11 a 13 anos farão uma simulação da Rio+20 . Cada turma representará a delegação de um país. Estarão em pauta temas como energia, agricultura e água. Ao fim do evento, será divulgado um documento em prol do desenvolvimento sustentável.

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A era da carteira digital

FOLHA DE SÃO PAULO (SP) • "NEW YORK TIMES" • 7/5/2012 • TELECOMUNICAÇÕES

Telefone e internet estão tornando o dinheiro obsoleto

Por SOMINI SENGUPTA

Em Londres, passageiros podem comprar bilhetes de trem com seus telefones -e erguer os telefones para o cobrador ver. Nos cafés Starbucks dos Estados Unidos, o freguês pode pagar por seu "latte" passando seu telefone diante do caixa.

Graças à internet, o dinheiro mudou de cara. E, em breve, é possível que a carteira seja destinada à lata de lixo da história -isto é, se tudo acontecer como querem algumas empresas de tecnologia.

Cada vez mais, o telefone celular contém os elementos essenciais que precisamos para fazer transações. "Identificação, pagamento e itens pessoais", apontou Hal Varian, o economista chefe do Google, em uma nova pesquisa realizada pelo Centro Pew de Pesquisas, em Washington. "Tudo isso vai caber no seu telefone celular e é inevitável que isso aconteça."

O telefone contém e registra muitas outras informações vitais: ele registra onde você está, do que você gosta e quem são seus pares. Esses dados podem ser aproveitados para lhe vender coisas que você nem sabia que precisava.

Divulgada no mês passado pelo Projeto Internet e Vida Americana, do Centro Pew de Pesquisas, e o Centro Imaginando a Internet, da Universidade Elon, na Carolina do Norte, a pesquisa pediu a mais de mil tecnólogos e cientistas sociais que opinassem sobre o futuro da carteira em 2020.

Quase dois terços concordaram que até lá "o dinheiro Vivo e os cartões de crédito terão quase desaparecido", substituídos por aparelhos inteligentes, capazes de realizar transações. Mas um terço dos entrevistados respondeu que os consumidores terão receios quanto à segurança de transações feitas por um aparelho móvel e não vão querer revelar tanto sobre seus hábitos de compra.

Às vezes, as pessoas que têm menos opções são as que mais facilmente aderem às novidades. No Quênia, um serviço chamado M-Pesa ("pesa" significa dinheiro em suaíli) atua como sistema bancário para pessoas que talvez não possuam conta em banco. Munidos de um celular rudimentar, os usuários do M-Pesa podem enviar e receber dinheiro através de uma rede de agentes, incluindo lojas de celulares. Na Índia, várias operadoras de celular permitem que seus usuários façam transferências de valores pequenos pelo celular e paguem suas contas de água, luz e telefone.

Várias empresas de tecnologia, grandes e pequenas, estão tentando fazer com que possamos vender e comprar todo tipo de coisa sem usar nossas carteiras. A startup We-Pay se descreve como um serviço que possibilita o pagamento de comerciantes pequenos; a empresa verifica a reputação de pagadores e vendedores, analisando, entre outras coisas, suas contas no Facebook.

Uma startup britânica, a Blockchain, oferece um aplicativo gratuito para iPhone com o qual o usuário pode usar uma cripto-moeda chamada "bitcoin".

Uma firma chamada Square começou oferecendo um pequeno acessório que ajuda vendedores de comida em barraquinhas ambulantes e outros pequenos comerciantes a aceitarem pagamento com cartões de crédito em telefones e iPads. A invenção mais recente da companhia permite que o usuário registre uma conta com os comerciantes que usam o Square e pague proferindo os nomes deles. A imagem do cliente aparece no iPad do comerciante.

O Google Wallet foi criado para aparecer no seu telefone, ser ligado a seu cartão de crédito e permitir que você pague passando seu telefone sobre um leitor, usando a chamada tecnologia do campo próximo. Mas o Google Wallet só funciona com quatro tipos de telefones e não há muitos comerciantes equipados para usar a tecnologia do campo próximo.

Enquanto isso, o PayPal, que permite às pessoas fazer pagamentos pela internet, vem tentando persuadir seus usuários a usar seus celulares. O PayPal recebeu transações no total de US$ 31 bilhões no ano passado.

"A carteira, como objeto físico, que não passou por inovação alguma nos últimos 50 anos, vai virar um artefato", me disse recentemente o executivo-chefe da eBay, John J. Donahoe. A carteira será transferida para o PayPal. O consumidor não precisará mais se preocupar com o perigo de perder sua carteira. Tudo, disse Donahoe, estará contido no PayPal. E isso permitirá à empresa acumular um volume imenso de informações sobre os hábitos, as compras e os orçamentos do usuário.

Donahoe quer que a empresa dele vire "um shopping center no bolso do freguês", disse ele.

Recentemente, descrevi os planos do PayPal ao economista Alessandro Acquisti, que estuda a privacidade digital na Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh. Acquisti sorriu. Se hoje, disse ele, quando você vai a uma loja tudo o que precisa fazer é registrar seu telefone e seu código de cartão, talvez amanhã a loja possa detectar seu telefone.

Talvez, você nem precise mais sair às compras. Suas informações serão coletadas e usadas para lhe informar o que você precisa: uma motocicleta Ducati ou botas de chuva roxas do tamanho certo para sua filha. Uma entrega chegará à sua porta. "No futuro, talvez você não precise pagar", aventou o economista em tom de brincadeira. "A transação será feita para você."

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Debate na ONU trava e países voltarão a negociar documento

FOLHA DE SÃO PAULO (SP) • "CIÊNCIA + SAÚDE" • 7/5/2012 • MEIO AMBIENTE

Segunda bateria de discussões em Nova York termina em impasse sobre o texto final da conferência no Rio

Esboço foi reduzido de 278 para 150 páginas, mas temas abordados cresceram de 15 para 26 em duas semanas

CLAUDIO ANGELO
ENVIADO ESPECIAL A NOVA YORK

A segunda rodada de negociações sobre a Rio+20 acabou sem terminar ontem, na sede das Nações Unidas, em Nova York. Diante da dificuldade dos países em resolver impasses no texto-base, a ONU convocou mais uma semana de conversas, a partir de 29 de maio.

A reunião conseguiu reduzir o rascunho do documento, batizado "O Futuro que Queremos", de 278 para 150 páginas. O tamanho para que possa começar a ser negociado no Rio é um terço disso.

No entanto, o número de temas a serem tratados cresceu de 15 para 26, e o nível de detalhe diminuiu, devido à resistência dos países em fazer concessões que permitam objetivos mais ambiciosos.

"O texto está muito grande e pouco inteligente", resumiu Marcelo Furtado, do Greenpeace, apontando a diluição do conteúdo do documento.

O Brasil, que considera o seu espaço de manobra reduzido enquanto não assumir a presidência da conferência, em junho, não descarta a necessidade da intervenção de chefes de Estado nas próximas semanas para pôr a negociação de volta nos trilhos.

Entre os temas diluídos em Nova York estão os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Essas metas, no desejo do Brasil, deveriam ser o principal resultado da cúpula.

O país-sede defende que a Rio+20 lance agora um processo para que os objetivos sejam adotados a partir de 2015. O texto, porém, até a manhã de ontem, estava quase todo entre colchetes, o que, na linguagem diplomática, sinaliza falta de acordo.

Até coisas que estavam no texto do chamado "Rascunho Zero", a primeira versão do documento, receberam colchetes, como a proposta de dobrar a quantidade de energias renováveis no mundo em 20 anos. O debate sobre os chamados "meios de implementação" -dinheiro para bancar o desenvolvimento sustentável- também travou, diante da tradicional oposição entre ricos e emergentes.

Mas houve também rachas entre os emergentes. O maior foi no G77, o grupo dos países em desenvolvimento, sobre a reforma das instituições ambientais da ONU.

Os países africanos resolveram manter sua posição de exigir que o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o meio ambiente) seja transformado numa Agência.

O restante do bloco prefere criar um fórum de Desenvolvimento Sustentável para gerenciar as dimensões social, ambiental e econômica do desenvolvimento. O Pnuma seria fortalecido, mas ainda seria uma subAgência.

OCEANOS

Também causou cisão entre os países em desenvolvimento a proposta do estabelecimento, no Rio, do embrião de uma convenção para a proteção dos oceanos.

O Brasil tinha interesse na ideia, que poderia ser vendida à sociedade como um resultado concreto da Rio+20. Os europeus foram convencidos. Mas a Venezuela não aceitou, o que levou o tema para novos debates.

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Instituições financeiras assinam apoio à Rio+20

O ESTADO DE SÃO PAULO (SP) • VIDA • 3/5/2012 • MEIO AMBIENTE

Mais de 20 instituições financeiras, incluindo órgãos multilaterais, assinaram ontem em Washington a Declaração do Capital Natural, que busca mostrar a preocupação do setor com o meio ambiente às vésperas da Rio+20.

Entre os signatários, estão o International Financial Corporation (IFC), que é um braço do Banco Mundial, bancos, empresas e instituições financeiras de países como os EUA, Grã-Bretanha, África do Sul e México.

O anúncio acontece paralelamente aos debates em Nova York para o documento a ser debatido na Rio+20, que ocorre em junho, no Brasil. Amanhã, a segunda rodada de negociações se encerra e deve ser divulgado um comunicado com os avanços ao longo das duas últimas semanas.

A Declaração do Capital Natural é vista como um dos pontos-chave para a Rio+20, quando será oficialmente lançada. O objetivo é "mostrar o compromisso em direção à integração de um critério de capital natural para produtos e serviços no século 21".

Segundo os organizadores, "o Capital Natural incorpora todos os ativos naturais da Terra (solo, ar, água, flora e fauna) e todos seus serviços ecossistêmicos, que tornam possível a existência de vida humana. Produtos e serviços provenientes do Capital Natural valem trilhões de dólares por ano e constituem alimentos, fibras, água, saúde, energia, segurança climática e outros serviços essenciais a todos".

Por este motivo, diz o comunicado, "é preciso fortalecer a importância do capital natural para a manutenção de uma economia global sustentável, ao pedir para os setores privado e público um trabalho conjunto neste sentido".

Segundo o presidente do IFC, Lars Thunell, o órgão ligado ao Banco Mundial "está firmemente comprometido em proteger o meio ambiente. Essa declaração convoca o setor público e o setor privado a trabalhar juntos para criar as condições necessárias para manter e reforçar o Capital Natural como um ativo crucial, do ponto de vista econômico, ecológico e social".

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Novo iPad chega ao Brasil no próximo dia 11, via TIM

O GLOBO (RJ) • ECONOMIA • 3/5/2012 • TELECOMUNICAÇÕES

A TIM anunciou ontem que vai iniciar as vendas do novo iPad, a terceira geração do tablet da Apple, no dia 11 de maio no Brasil. A operadora é a primeira a firmar uma data para a chegada do tablet, mas ainda não forneceu informações sobre preços, cores, capacidade de armazenamento e versões do aparelho (Wi-Fi ou 3G). Disse que, em breve, divulgará mais detalhes.

As operadoras concorrentes Claro, Oi e Vivo ainda não têm uma previsão para o início das vendas do novo iPad em suas lojas. A Claro disse apenas que já está em negociações para comercializá-lo.

O dispositivo portátil foi homologado pela Agência nacional de telecomunicações (Anatel) em 13 de abril e, desde então, já estava liberado para a venda no país.

Com tela Retina Display e pronto para a conexão 4G de alta velocidade, o aparelho vendeu mais de três milhões de unidades no primeiro fim de semana de vendas, em março, com fila enormes nas lojas de uma dezena de países.

No lançamento americano, a Apple preferiu cobrar pelo novo aparelho o mesmo que cobrou pelo iPad 2. Nos EUA, na versão Wi-Fi os preços praticados para o tablet são US$ 499 (16 GB), US$ 599 (32 GB) e US$ 699 (64 GB). Com conexão de alta velocidade 4G, os preços sobem para US$ 629 (16 GB), US$ 729 (32 GB) e US$ 829 (64 GB).

Melissa Cruz
melissa.cruz@oglobo.com.br 

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